Enquanto as urnas vão
acariciando silenciosamente voto por voto, ponho-me a dialogar com meus botões,
já envelhecidos e cansados da mesmice política a cada eleição. A primeira constatação é obvia: tudo farinha
do mesmo saco. Ou melhor, os que tem alguma chance de chegar ou permanecer no
palácio do Planalto, rigorosamente propõem ou seguem a cartilha neoliberal,
colonialista, ditatorial, eletista. Diante de tal cenário, a reação primeira
seria de rejeição em bloco e não votar na falta de democracia.

E se eleito for algum indígena, seja para Assembleia
Legislativa estadual seja para o Congresso Nacional, cenário pouco
provável, mesmo assim terá sido o passo
mais fácil, diante do hercúleo esforço que terão que fazer, em meio a um
ambiente de cobras criadas, de cartas marcadas, de interesses consolidados.

Apesar dos apesares “se eleito for” ninguém poderá fugir do
pareo. Que os céus conclamem todos os
heróis e combatentes para cerrar fileira na defesa da vida e direitos dos povos
indígenas.
O que será das nossas crianças? Qual será o nosso futuro, a partir de amanhã?
Egon Heck
Dia de mais uma eleição
Cimi, secretariado
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